Regulatório de Pesquisa Clínica

O Futuro da Pesquisa Clínica: Conheça a Nova Plataforma Nacional de Pesquisa

O cenário da pesquisa clínica no Brasil acaba de dar um passo fundamental em direção à modernização e transparência. Publicada recentemente no Diário Oficial da União, a Portaria SCTIE/MS Nº 8 institui oficialmente o Comitê de Acompanhamento Técnico da nova Plataforma Nacional de Pesquisa que envolve Seres Humanos.

Este movimento sinaliza uma reestruturação profunda nos processos éticos e regulatórios do país, visando maior eficiência, integração tecnológica e segurança jurídica para todos os envolvidos no setor de saúde.

O que é o Comitê de Acompanhamento Técnico?

O comitê possui caráter consultivo e técnico, com a missão central de subsidiar a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS) no desenvolvimento e implantação da plataforma. Suas principais competências incluem:

  • Acompanhar e apoiar o desenvolvimento do novo sistema;
  • Monitorar a execução técnica e operacional da implantação;
  • Garantir conformidade com princípios éticos e proteção de dados;
  • Promover a interoperabilidade com sistemas da Anvisa e do Ministério da Saúde.

Composição e Funcionamento

Para garantir uma visão multidisciplinar e integrada, o comitê é formado por membros titulares de órgãos estratégicos, garantindo que as decisões reflitam as necessidades reais do setor:

Órgão Representante Representação
Departamento de Ciência e Tecnologia (SCTIE/MS) 3 membros
Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep) 2 membros
Anvisa 1 membro
Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (ReBEC) 1 membro

As reuniões ocorrerão quinzenalmente, preferencialmente por videoconferência, garantindo agilidade no processo de tomada de decisão e no cumprimento do cronograma de trabalho.

Por que isso importa para o pesquisador?

A criação desta plataforma foca na usabilidade e transparência. Com a integração de dados e a participação ativa de entidades como a Inaep e a Anvisa, espera-se que o fluxo de aprovação e acompanhamento de estudos clínicos no Brasil se torne mais célere e menos burocrático.

O objetivo final é consolidar um ambiente onde a inovação possa florescer, mantendo o rigor ético necessário para a proteção integral dos participantes de pesquisa.

A participação no Comitê é considerada prestação de serviço público relevante, reforçando o compromisso do Estado com a modernização da ciência e inovação em saúde.

O Comitê terá duração inicial de doze meses, podendo ser prorrogado, o que define um horizonte claro para a entrega e consolidação dessa nova ferramenta fundamental para o ecossistema de pesquisa nacional.

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